Tratamento da boca seca: saliva artificial e substituto salivar

12 de Outubro de 2018

Tratamento da boca seca: saliva artificial e substituto salivar

Nesse texto serão abordadas 2 soluções para o tratamento da boca seca: a saliva artificial e o substituto salivar.

A boca seca pode ocorrer em qualquer idade, mas raramente afeta as crianças e sua incidência aumenta com a idade, sendo os idosos os mais afetados, especialmente devido à ingestão de medicamentos que diminuem a produção salivar como efeito colateral.

Quando há a sensação de secura bucal, porém sem que exista uma real diminuição na produção de saliva, a boca seca é chamada de Xerostomia (xeros = seco, stoma= boca). A xerostomia normalmente é causada pelo ressecamento bucal decorrente da respiração bucal ou do ronco, entre outras causas. E quando existe uma diminuição real na produção de saliva, esta é chamada de hipossalivação ou hipossialia. E a ausência na produção salivar é chamada assialia. Para avaliar a produção de saliva deve-se fazer um exame chamado sialometria.

Os problemas que a boca seca decorrente da hipossalivação, assialia ou xerostomia podem causar são a halitose (mau hálito), a dificuldade para comer, mastigar, engolir, ou falar, a alteração de paladar, as doenças de gengiva, a cárie, úlceras e feridas bucais, irritação, ardência, sensibilidade, queimação e dor na língua ou em outras regiões da cavidade bucal, aumento da susceptibilidade da boca às infecções, infecções por fungos oportunistas, prejuízo no processo de digestão dos alimentos, entre outras.

Antes de escolher qual a conduta deverá ser utilizada no tratamento da boca seca, é necessário avaliar o grau de comprometimento da função das glândulas salivares. Dependendo de um maior ou menor comprometimento da produção de saliva, diferentes formas de tratamento devem ser associadas para a obter os resultados desejados.

Quando a função das glândulas salivares ainda não foi muito afetada, as formas de tratamento que visam estimular as glândulas salivares a aumentar a produção de saliva são o uso de estímulos mastigatórios, gustatórios, farmacológicos e elétricos. É muito importante também aumentar a ingestão de líquidos e controlar o estresse excessivo. Outras abordagens que podem ter bons resultados são o uso do laser de baixa potência e a acupuntura.

Quando a produção salivar já foi seriamente comprometida, as formas de tratamento são o uso das salivas artificiais, substitutos salivares e também estabelecer medidas para trazer conforto ao paciente e limitar os danos que a falta de saliva pode causar.

A saliva artificial e o substituto salivar são eficazes nos casos de pessoas que tem um sério comprometimento em sua produção salivar (hipossalivação severa) ou mesmo que não produzem saliva (assialia). Isso pode ocorrer decorrente da irradiação de cabeça e pescoço, como tratamento de um câncer nessas regiões, ou por doenças como a síndrome de Sjögren, por exemplo.

As principais funções desses produtos são aliviar os sintomas da falta de saliva e proteger e hidratar os tecidos bucais. Os substitutos salivares têm uma composição similar à saliva humana, contendo sais minerais e substâncias hidratantes para a proteção dos tecidos bucais e as salivas artificiais contém, além desses componentes, enzimas semelhantes às enzimas salivares, que atuam auxiliando o sistema imunológico na defesa dos tecidos bucais.

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